
O professor Antonio Ive Marinheiro, de São Bernardo do Campo (SB), esteve presente na Fase Final do Desafio National Geographic 2009 com seu aluno Lucas Silva Souza. Leia abaixo suas dicas e opiniões sobre a preparação para a segunda fase do Desafio.

Na segunda prova (Fase Regional), além das 25 questões de múltipla escolha, os estudantes também deverão produzir um texto dissertativo. Por isso, pedimos a Izaú Gomes Rodrigues Neto (à esquerda), um dos 20 participantes da Fase Final de 2009, que compartilhasse sua experiência com os 30 mil participantes da prova deste ano. Confira seu relato.
"A Viagem do Conhecimento foi uma oportunidade excelente não só para mim, mas para todos os outros 19 finalistas da edição de 2009, já que o prêmio (pelo menos ao meu ver) nunca foi o mais importante, e sim as amizades que fizemos lá e que temos até hoje. Inclusive trocamos sugestões, conselhos e alguns segredos também...
Falando em conselhos, aí vai um para os que passarem para a Fase Regional: tente não apenas se focar nos seus livros de Geografia. O melhor método para se preparar para a Viagem do Conhecimento ou qualquer outra prova é conectando o seu estudo com o seu dia a dia. Tente lançar seus conteúdos escolares e o que você está estudando no mundo atual, na política, na economia. E também mantenha acesso a muitas notícias relacionadas à Geografia e ao meio ambiente. Isso é importante para reforçar a sua base estudantil, que também é necessária para se dar bem nas questões dessa etapa.
Na Fase Regional vem a primeira redação. A ela, recomendo que seja feita com calma e carinho. Leia o enunciado quantas vezes forem necessárias para uma boa interpretação e não fique neurótico com tempo ou número de linhas. Isso vai tirar seu foco. Apenas organize na sua mente o que você sabe sobre o assunto e escreva na folha de rascunho o que considerar melhor. Na hora de passar a limpo, verifique a ortografia e gramática, que também são importantes. Depois, é só esperar para ver se você está na terceira etapa. Se sim, parabéns. Se não, não desista. Às vezes, os erros geram melhores acertos.
Foi seguindo esses conselhos que cheguei à terceira fase da Viagem do Conhecimento. Em São Paulo, você visita museus, locais históricos e aprende sobre a metrópole e seu próprio país. O mais importante, a meu ver, é a amizade que se constrói lá. São poucos dias, sim, mas o sentimento de afeição e carinho entre os 20 finalistas fica muito forte nesse curto período de tempo e ainda se intensifica após o trabalho de campo, pois a gente se ajuda nessas horas. É esse o tesouro que mais vale em todo o percurso que se faz na nossa vida: a amizade. E todos os finalistas da edição 2009 são muito bons, tanto que não acreditei por um bom tempo que tinha ficado com o 2º lugar.
No mais, tem uma frase de São Francisco de Assis que eu sempre repito a mim mesmo em todas as situações: "Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e, de repente, você estará fazendo o impossível."
O que você achou das dicas do Izaú? Elas foram úteis para você? Queremos saber como você está se preparando para segunda prova. Deixe seus comentários abaixo.
Prezados estudantes e educadores, registrem aqui seus comentários sobre a primeira prova. Qual sua opinião? Compartilhe sua experiência com outros professores e estudantes de todo o Brasil. Não se esqueça de citar o nome de sua escola, cidade e estado.
O gabarito com as respostas será divulgado dia 11, sexta-feira, a partir das 15 horas (horário de Brasília).
Para saber sobre a classificação para a Fase Regional, acesse o Regulamento.
A segunda prova (Fase Regional) será realizada dia 21 de agosto, sábado.
Para saber mais sobre outras datas e prazos do Desafio National Geographic 2010, acesse o Calendário.

O professor Vagner Barbosa Lima (na foto ao lado com o estudante Marcos Santana de Oliveira), de Dom Pedro, no Maranhão, participou da Fase Final do Desafio National Geographic em novembro de 2009 em São Paulo. Confira abaixo sua experiência por já ser um dos "veteranos" do Desafio já que ele também se envolveu na primeira edição do concurso. Suas dicas são muito valiosas e podem ajudar a quem está ficou sabendo da Viagem do Conhecimento só neste ano de 2010.
“Sou o único professor de Geografia de minha escola e participo da olimpíada desde a primeira edição em 2008. É até fácil coordenar a Viagem do Conhecimento aqui em minha escola, pois ela já faz parte do calendário da escola. Incentivo sempre meus alunos a participarem, dou aulas extras, preparo slides, simulo provas e conto com o apoio total de minha diretora, que também é professora de português. Quando simulo redações para os alunos, peço sua ajuda nas correções.
Na fase local da olimpíada não reservo aulas extras. Trabalho os assuntos que poderão ser abordados na prova dentro das aulas normais. Já na segunda prova (Fase Regional) trabalho dois dias seguidos só com os alunos classificados, vendo as reportagens publicadas pela revista National Geographic, simulando provas e usando o projetor com slides como ferramenta de suporte para as aulas, além de seguir rigorosamente as dicas do site da olimpíada.
Ter ido a São Paulo em novembro de 2009 pela Viagem do Conhecimento foi muito marcante desde a chegada, quando fomos recepcionados como se fôssemos chefes de estado. Um hotel maravilhoso, visitas a museus, deslocamentos em transportes de primeira classe... Foi sem dúvida um dos momentos mais gratificantes como professor de Geografia. Foi um reconhecimento que somente uma olimpíada como esta pôde me proporcionar. Ter um aluno participando da final da maior olimpíada de Geografia do Brasil é o ápice para um professor, principalmente quando é de uma cidadezinha de 24 mil habitantes, Dom Pedro - no interior do estado do Maranhão. Isso mostra como a Viagem do Conhecimento é séria e seleciona os melhores, independentemente se é de capital ou interior, além de te dar a oportunidade de trocar experiências com educadores de outras regiões do país.
Recomendo a todos os alunos que estudem e preparem-se por que uma final da olimpíada de Geografia pode mudar suas vidas."
Qual sua opinião sobre os comentários do professor Vagner? Você já colocou alguns deles em prática na sua escola? Ao deixar sua mensagem abaixo, não se esqueça de escrever o nome de sua escola, cidade e estado.

Carolina Carinhato Sampaio, de São Paulo, SP, também foi uma das finalistas do Desafio National Geographic 2009. Confira suas dicas, experiência e impressões sobre o concurso.
“Participar da Viagem do Conhecimento foi extremamente inovador para mim. O concurso ampliou meus horizontes e vai ficar marcado para sempre em minha memória. Quando meu professor de História colocou o cartaz da Viagem na escola, me senti incentivada a participar, pois seria a primeira Olimpíada da qual eu participaria não seria relacionada à área de Exatas.
A dica para a primeira fase é ficar calma e se concentrar na hora da prova, esquecer todos os problemas e manter o foco. A prova não foi baseada na matéria pura, na decoreba. E sim em uma bagagem cultural que aprendi em todos esses anos, tanto na escola quanto nos acontecimentos nacionais e mundiais. Não ter pressa para fazer a prova também é muito importante para obter êxito, mas é preciso saber controlar o tempo para não deixar nenhuma resposta em branco. Na segunda fase, a prova tinha o mesmo nível de dificuldade da primeira, porém exigia mais concentração e atenção nas questões, com enunciados extensos e que, muitas vezes na sua leitura e boa interpretação, levava à alternativa correta. Dica: no intervalo entre as fases o estudante deve fazer da informação algo diário, pois ela só tem a te ajudar.
A redação é o que mais pesa na hora de passar ou não para a terceira fase. Por isso, a dica-chave é fazê-la com calma e colocar tudo o que você sabe e que é comprovado. Ou seja, fatos reais. É importante saber organizar suas idéias de uma maneira clara, se esforçar para dar seu melhor na redação e escrever de um jeito que você se sinta confortável e que seus pensamentos fluam.
Passar para a terceira fase foi uma grande surpresa para mim, porque foi a concretização de que todo o conhecimento que eu tinha obtido. Para ela, estudei mapas, assisti algumas aulas extras e li sobre muitos temas atuais e polêmicos e discutia sobre eles com meus amigos e professores, que me apoiaram muito, e procurava me aprofundar naquilo, mas não como um dever. E sim como algo que poderia melhorar meu desempenho nessa última fase.
Chegando ao local dessa última etapa, fiquei intimidada por achar que todos que estavam ali eram pessoas extremamente competitivas e pensei estar no lugar errado. Entretanto, no primeiro encontro como grupo percebi que estava errada. Eram pessoas normais, mas muito inteligentes e esforçadas, que com o passar dos dias notei que se tornaram grandes amigos. Alguns dos quais converso até hoje e até trocamos conselhos e dicas. De concorrência, no fim, não teve nada. Teve muito respeito, interação e colaboração. O único momento em que havia a individualidade era na prova e na redação. E antes e depois delas nos apoiávamos, acreditávamos no potencial de cada um de nós.Ter passado por um desafio como esse só acrescentou coisas boas para mim e o intercâmbio cultural com pessoas vindas de todas as partes do país reunidas foi maravilhoso e me deu uma visão mais ampla do mundo. Sinto falta disso e deles.
Meu conselho principal é que todos participem. Não tenham medo, acredite em você e dê o seu melhor. Podemos nos surpreender com nossas limitações se tentarmos colocar esse limite cada vez mais longe.”
O que você achou dos conselhos da Carolina? Eles foram úteis para você? Comente.