
“A experiência da educação é, e sempre, será fascinante. Em 2008, o Colégio Estadual Nossa Senhora de Fátima, localizado no subúrbio ferroviário de Periperi, passou por essa experiência fascinante quando foi escolhido para ser a única escola-sede em Salvador. Que susto! Receberíamos mais de 400 alunos de Salavador de outras cidades da região, oriundos de grandes colégios particulares, municipais, estaduais e cooperativas. Pessoas vindas das diversas localidades da Bahia para realizar a segunda prova da primeira edição do Desafio National Geographic.

"Eu realmente não esperava que o Desafio rendesse tudo que rendeu para mim. Primeiro, nem acreditava muito que ia chegar até a final. Apesar das provas terem sido fáceis, havia muitos participantes e eu achava bem difícil chegar até o fim. Ainda assim, eu consegui. Admiro muito todos os outros 40 participantes que chegaram lá junto comigo. Todos merecemos porque nos esforçamos para conseguir o que queríamos.
Esta iniciativa da Editora Abril foi ótima. A fase final foi incrível. Eu adorei tudo, pois apesar de morar toda a minha vida aqui nesta cidade maravilhosa, não conhecia tanto São Paulo como fiquei conhecendo depois de participar do Desafio. Todas as visitas que fizemos me agregaram muito. A que eu mais gostei foi a da exposição sobre o Einstein, mas também adorei o Museu do Futebol e o piquenique no parque do Ibirapuera.
Sobre as provas da última fase posso dizer que estavam a altura de uma final, principalmente a redação. Não era necessário um profundo conhecimento sobre a cidade, mas sim uma visão globalizada de todo o processo pelo qual ela passou, habilidade que só o estudo de geografia pode desenvolver nas pessoas.
A melhor parte, porém, foi a integração do pessoal. Os amigos, as risadas e a troca de informações entre jovens de todo o Brasil é algo inexplicável. Acho que este era o principal objetivo do Desafio: integrar pessoas para que cada uma conhecesse mais sobre seu próprio país. Se era isso mesmo, tenho certeza de que o objetivo foi atingido.
Espero que o Desafio de Geografia continue por ainda muito tempo, pois é um grande incentivo não só ao estudo desta disciplina como ao de todas as outras. Com projetos como estes os estudantes têm a certeza de que vale muito a pena estudar e se esforçar muito para atingir seus objetivos."
Belisa Andrade do Amaral esteve entre os 41 estudantes que participaram da Fase Final da primeira edição do Desafio National Geographic realizada em novembro de 2008 em São Paulo
“Considero o Desafio uma grande iniciativa para a área de geografia. Atuo como coordenador da área em São José dos Campos. Em 2008, tivemos um grande número de alunos inscritos no Desafio. Após a finalização de todas as etapas, aplicamos a prova da primeira fase como um diagnóstico na rede. Uma importante característica desta prova é ser organizada considerando diferentes habilidades. A prova nos incentivou a criar uma série de expectativas de aprendizagem para a rede.

São Paulo? A violência, a aglomeração de pessoas, poluição, rodízio (seja de carros ou de pizza), selva de concreto.
Quando fiz a primeira prova, no dia do meu aniversário, não sabia que, dali a alguns meses e uma segunda prova, conseguiria um dos melhores presentes que alguém pode ganhar.
Alguns dias depois do resultado dos finalistas do Desafio ter sido publicado, resolvi olhar a lista para confirmar para alguns amigos que eu não havia passado, por fim eles me provaram o contrário. Acredito que somos sempre surpreendidos, por nós mesmos e por aquilo que nos cerca. Afinal, há sempre algo novo a se conhecer e foi isso que aconteceu comigo.
Saí de Goiânia com a idéia que iniciei esse texto. Não posso dizer que minha hipótese estava errada, porém também não estava certa.
Em São Paulo não senti a cidade fria como eu supunha e sim uma cidade dinâmica, com problemas como qualquer cidade, acolhedora e cheia de diversidades, andei de metrô, "peguei" chuva, andei no centro e no Ibirapuera.
Infelizmente não participarei neste ano pela série em que estou. Levarei, porém, para sempre essa experiência. Afinal, tive também a oportunidade de conhecer outras 40 pessoas de lugares e culturas diferentes, mas com muitas coisas em comum. Tive assim um dos maiores aprendizados/presentes da minha vida: Apesar das diferenças, como já dizia Lennon e McCartney, "Nós estamos todos juntos" .