
“Eu fiquei extremamente emocionado quando meu nome foi anunciado como o vencedor do II Desafio National Geographic. Ser o primeiro colocado foi surpreendente. Não pude conter as lágrimas de felicidade ao abraçar minha mãe e meu professor. A ficha ainda não tinha caído e só aos poucos me dei conta da conquista. Essa olimpíada é realmente diferente de tudo que já havia participado. Desde o alto nível das provas até o sentido de união e acolhimento da fase final. Falando na finalíssima, foi graças ao empenho e preparo nos grupos de estudo do meu professor Ive com o apoio do colégio Termomecânica que pude alcançar mais esta conquista. Tudo na final foi fantástico. Desde o dia do transporte para São Paulo até a despedida fomos tratados com respeito e carinho por toda a equipe.
O ponto alto da viagem, porém, foi o encontro com as 19 outras “figuras” que passaram para a grande final. “Pimpolhos” dos quatro cantos do país, cada um diferente e especial a sua maneira, mas com um ponto em comum: todos poderiam ter se sagrado campeões desse Desafio. Cada gíria, zoeiras, conversas e sotaques ficaram marcados na memória, como a lembrança e saudade das novas amizades.
A prova de campo pegou a todos de surpresa o que aumentou a emoção da disputa. Nada que afetasse o clima de descontração e companheirismo entre nós. Divididos em grupos aprendemos a levar a palavra cooperação ao limite para extrair cada informação sobre a Vila de Parapiacaba.
Na volta à cidade estava meio cansado pela intensidade da aventura, mas nada que pudesse me abater para fazer a última e decisiva prova. Lembrei de cada livro, revista e almanaque lido, que me fizeram viajar sem me mover, das conversas com os professores e principalmente da confiança da família e amigos. Graças a Deus tudo isso me ajudou e pude superar cada obstáculo com humildade e força de vontade.
A hora da premiação foi incrível e o melhor é que ninguém saiu de mãos abanando. Para mim resta a saudade das pessoas especiais que tornaram este momento o mais significativo de toda a minha vida. O maior de todos os prêmios conquistados nesses três dias não poderia ser outro, se não o conhecimento. Não importa quem você seja, sua origem ou riquezas. O conhecimento é único bem de valor inestimável. Só através da nossa fé, humildade e sabedoria é possível realizar viagens inesquecíveis como essa!”
Lucas Silva Souza foi o vencedor do II Desafio National Geographic, cuja fase final aconteceu em São Paulo entre os dias 12 e 15 de novembro de 2009. Na foto, ele aparece ao lado de Antonio Ive Marinheiro, seu professor na Escola Termomecânica, localizada em São Bernardo do Campo (SP).