
Carolina Carinhato Sampaio, de São Paulo, SP, também foi uma das finalistas do Desafio National Geographic 2009. Confira suas dicas, experiência e impressões sobre o concurso.
“Participar da Viagem do Conhecimento foi extremamente inovador para mim. O concurso ampliou meus horizontes e vai ficar marcado para sempre em minha memória. Quando meu professor de História colocou o cartaz da Viagem na escola, me senti incentivada a participar, pois seria a primeira Olimpíada da qual eu participaria não seria relacionada à área de Exatas.
A dica para a primeira fase é ficar calma e se concentrar na hora da prova, esquecer todos os problemas e manter o foco. A prova não foi baseada na matéria pura, na decoreba. E sim em uma bagagem cultural que aprendi em todos esses anos, tanto na escola quanto nos acontecimentos nacionais e mundiais. Não ter pressa para fazer a prova também é muito importante para obter êxito, mas é preciso saber controlar o tempo para não deixar nenhuma resposta em branco. Na segunda fase, a prova tinha o mesmo nível de dificuldade da primeira, porém exigia mais concentração e atenção nas questões, com enunciados extensos e que, muitas vezes na sua leitura e boa interpretação, levava à alternativa correta. Dica: no intervalo entre as fases o estudante deve fazer da informação algo diário, pois ela só tem a te ajudar.
A redação é o que mais pesa na hora de passar ou não para a terceira fase. Por isso, a dica-chave é fazê-la com calma e colocar tudo o que você sabe e que é comprovado. Ou seja, fatos reais. É importante saber organizar suas idéias de uma maneira clara, se esforçar para dar seu melhor na redação e escrever de um jeito que você se sinta confortável e que seus pensamentos fluam.
Passar para a terceira fase foi uma grande surpresa para mim, porque foi a concretização de que todo o conhecimento que eu tinha obtido. Para ela, estudei mapas, assisti algumas aulas extras e li sobre muitos temas atuais e polêmicos e discutia sobre eles com meus amigos e professores, que me apoiaram muito, e procurava me aprofundar naquilo, mas não como um dever. E sim como algo que poderia melhorar meu desempenho nessa última fase.
Chegando ao local dessa última etapa, fiquei intimidada por achar que todos que estavam ali eram pessoas extremamente competitivas e pensei estar no lugar errado. Entretanto, no primeiro encontro como grupo percebi que estava errada. Eram pessoas normais, mas muito inteligentes e esforçadas, que com o passar dos dias notei que se tornaram grandes amigos. Alguns dos quais converso até hoje e até trocamos conselhos e dicas. De concorrência, no fim, não teve nada. Teve muito respeito, interação e colaboração. O único momento em que havia a individualidade era na prova e na redação. E antes e depois delas nos apoiávamos, acreditávamos no potencial de cada um de nós.Ter passado por um desafio como esse só acrescentou coisas boas para mim e o intercâmbio cultural com pessoas vindas de todas as partes do país reunidas foi maravilhoso e me deu uma visão mais ampla do mundo. Sinto falta disso e deles.
Meu conselho principal é que todos participem. Não tenham medo, acredite em você e dê o seu melhor. Podemos nos surpreender com nossas limitações se tentarmos colocar esse limite cada vez mais longe.”
O que você achou dos conselhos da Carolina? Eles foram úteis para você? Comente.

A experiência de quem já participou das duas primeiras edições do Desafio National Geographic é muito rica e pode ser importante para quem embarcou na Viagem do Conhecimento só agora em 2010. Por isso, convidamos o professor Luciano Stangue, de Curitiba, para compartilhar com todos os professores das 5 mil escolas inscritas no Desafio de 2010 seu aprendizado e vivência. Temos certeza de que suas dicas podem ser muito importantes para estimular os estudantes e ajudar a preparar a escola para a prova do dia 9 de junho. Confira.
"A preparação para a prova do Desafio é uma continuação daquilo que ocorre no dia a dia. O hábito de estudo deve ser uma constante na vida do aluno, sobretudo para aqueles que buscam desenvolver habilidades nas áreas de humanas. Tanto na primeira quanto na segunda edição do Desafio, os alunos das escolas Nossa Senhora da Assunção e Madalena Sófia, de Curitiba, demonstraram grande interesse em conhecer mais sobre a História e Geografia do mundo e principalmente do Brasil.
A motivação maior veio do entendimento de que somente aqueles que realmente estivessem preparados iriam para a segunda fase e não foi difícil convencê-los a estudar algumas horas a mais por dia.
As visitas ao site da Viagem do Conhecimento passaram a ser diárias e também nos sites sugeridos. Alguns alunos montaram grupos de estudos. Os professores de História e Geografia aceitaram o desafio de contribuir com os alunos na busca por mais conhecimento e o pessoal da biblioteca preparou um lugar especial para as leituras das revistas Nacional Geographic, que foi de grande ajuda e motivação para a prova.
Na organização da 1ª prova os professores estiveram muito motivados em participar. Para que seus colegas de outras disciplinas participem é interessante explicar como funciona o Desafio e quais as possibilidades que cada professor tem em usar suas aulas como meio para ampliar as chances de acertos na prova. Nas escolas onde trabalho, discutimos como poderíamos auxiliar e motivar os alunos para o estudo e a participação nas atividades. Organizar muito bem as salas, as listas de alunos, as pessoas envolvidas e os horários de aplicação são atitudes que facilitam a realização da 1ª prova. É sempre importante contar com a ajuda da comunidade escolar, todos devem estar envolvidos para uma prova como a do Desafio. Um grande desafio foi o cuidado com as avaliações. Procuramos tratar tudo com muita seriedade e, no caso da prova, não foi diferente. Isso foi importante para validar a realização por parte dos alunos da prova.
No final, percebemos o quanto nossos alunos envolveram-se e como uma atividade diversificada pode contribuir em muito para a formação de cidadãos do mundo.
Depois que participamos o envolvimento dos alunos nas aulas de Geografia melhorou bastante e até mesmo as outras disciplinas perceberam melhor o quanto a Geografia é importante na formação de nossos alunos. Sem dúvida, o Desafio contribuiu para uma visão melhor da disciplina de Geografia. É muito interessante observar a disposição dos alunos em participar novamente do Desafio em 2010. Alguns até lamentam já estar no 2º ano do Ensino Médio e não poderem participar.
Eu e minha aluna Bárbara Chimentão (comigo na foto acima) participamos da Fase Final em São Paulo em novembro de 2009. Foram quatro dias de muitas atividades teóricas e práticas. Foram muito legais as saídas de campo e tudo o que vivenciamos nestes dias com pessoas de várias partes do Brasil. Conhecemos país, professores e alunos com vivências muito ricas que contribuíram para ampliar nossa cultura. Foi uma viagem inesquecível. "
Qual sua opinião sobre as dicas do professor Luciano? O que você tem feito em sua escola para motivar os estudantes? Como eles estão encarando a prova do dia 9 de junho? Registre abaixo seus comentários. Queremo saber sua opinião. Não se esqueça de escrever o nome de sua escola, cidade e estado.

Mariana Alves da Silva, de Cuiabá, MT, foi uma das finalistas do Desafio National Geographic 2009. Sua experiência é muito importante e pode ajudar quem está participando pela primeira vez.
“Participei das duas primeiras edições da Viagem do Conhecimento. A primeira, em 2008, foi meu primeiro contato com as provas, um passo inexperiente no caminho das olimpíadas do conhecimento, uma trilha na qual tudo, sem exceção, se transforma em aprendizado.
Já em 2009, cursando o 1º ano do Ensino Médio, prestei a prova despretensiosamente, mas tentando fazer o meu melhor. Assim, consegui passar para a 2ª fase. Como preparação, os professores de geografia do meu colégio ofereceram uma aula extra, na qual os assuntos mais abordados foram “atualidades” e interpretação de mapas e gráficos. Estes foram, realmente, o foco da avaliação. Fica então uma dica para os concorrentes deste ano: estejam atentos para os fatos marcantes dos últimos tempos, prestem atenção nos mapas, gráficos e textos e analisem cuidadosamente dados sobre a nação e o território brasileiro.
Receber, no final de outubro, a notícia de que tinha sido selecionada para estar entre os 20 finalistas foi uma surpresa agradabilíssima! A ida para São Paulo foi o maior prêmio que eu poderia ter recebido. As amizades que construímos e que perduram até hoje, os passeios inacreditáveis (como pronunciar corretamente o nome “Paranapiacaba”) e as refeições deliciosas compõem momentos marcantes de uma verdadeira Viagem do Conhecimento.
Quero deixar o meu incentivo, assim como faço no meu colégio, para que todos participem. Se eu pudesse, com certeza me inscreveria novamente. Confie em sua capacidade, teste seu entendimento sobre ciências e cresça ao entrar em um mundo em que viajar (mesmo que pelo papel) é sinônimo de aprender.
Vamos lá, viaje pelo conhecimento!”
E você, o que achou das dicas da Mariana? Comente como está se preparando para a prova. Opine sobre o que acha do Desafio National Geographic.

Saber a opinião de quem já participou do Desafio National Geographic é muito importante para quem ainda não conhece projeto. Por isso, convidamos a estudante Ana Rosa de Carvalho Alves, do Rio de Janeiro, uma das finalistas da edição de 2009, para dar algumas dicas aos estudantes e também expressar sua opinião sobre como foi participar da Viagem do Conhecimento.
“A Viagem do Conhecimento é diferente das outras olimpíadas. Para conseguir passar de fase, não adianta ter só o conhecimento da matéria, se cegar entre livros e livros de geografia. Isso é necessário sim, mas não é só. Para ir adiante na Viagem, é essencial saber ler e interpretar as questões, entender o que está sendo pedido. Pode parecer clichê, mas é isso que realmente faz a diferença, porque grande parte dos candidatos tem o conhecimento necessário.
Minha preparação se baseou em muita atualidade. Lia várias vezes ao dia portais de notícias, jornais online, participava de discussões online sobre temas atuais, formei minha opinião sobre as coisas. Nada anormal, pois essa é minha rotina, só intensifiquei um pouco a regularidade e a quantidade. Não li livros didáticos, nem material escolar. Saber a matéria é consequência de anos e anos estudando.
Ser bem informado é o passo principal para o sucesso na Viagem, pois grande parte das questões tratam de atualidades, assuntos que estão na mídia. Escrever bem também é essencial. Uma boa redação, com uma dissertação plausível e convincente é um passo na frente dos outros. Uma boa maneira de treinar é escolher temas polêmicos, como o pré-sal, por exemplo, e desenvolvê-lo. Depois, peça para alguém, um professor ou alguém de sua família, ler e opinar sobre o texto. Ouvir o conselho das pessoas sempre ajuda na construção de textos cada vez melhores.
Todos os participantes da Fase Final passaram por um longo processo seletivo, todos dominam o conteúdo necessário. Mas a competição acaba ficando um pouco de lado nessa hora. Você conhece pessoas de todos os lugares do país, com idéias diferentes, classes sociais diferentes, sotaques diferentes. No final, pior do que não ganhar o prêmio é dizer tchau para todas aquelas pessoas com as quais você se apegou e, provavelmente, nunca mais encontrará. Nós nos falamos constantemente, zoamos uns aos outros por causa de futebol. Ser finalista, entre milhares de estudantes, já é um prêmio.
A Viagem do Conhecimento é muito mais que uma competição, ela permite uma absorção imensurável de conhecimento. E conhecimento nunca é demais.”
Os conselhos e a experiência da Ana Rosa te ajudaram? Como você pretende ser preparar para a prova? Qual sua opinião sobre este projeto? Comente e registre seu ponto de vista.