12/12/2011
"Vivência extraordinária!"

Júlia Siemann de Athayde Silva (foto) cursa a primeira série do ensino médio no Colégio Jardim São Paulo, na capital paulista. Ela esteve entre os cinco destaques da fase final da Viagem do Conhecimento 2011. Falante e animada, durante os dois dias de atividade de campo demonstrou-se muito interessada e questionadora, o que realmente se esperava de um aluno finalista da maior olimpíada de Geografia do Brasil. Conheça a seguir um pouco de sua experiência.
Na foto, também aparecem Roberto Catelli (de camiseta preta), professor de História e um dos quatro professores que compõem o Comitê Pedagógico da Viagem do Conhecimento, e Marcelo Duílio, professor de Geografia do Colégio Jardim São Paulo.
Crédito: Madalena Leles
"A minha participação na Viagem do Conhecimento 2011 foi muito enriquecedora. Já havia participado em 2010 e este ano, por ser a minha última chance de estar entre os 20 finalistas, encarei o Desafio com muito empenho.
Como sempre participei de olimpíadas acadêmicas na área de Exatas, um dia resolvi pesquisar na internet a existência de alguma em Humanas. Felizmente, encontrei o Desafio National Geographic. Comentei com meu professor de Geografia, Marcelo Duílio, se era possível o colégio participar. Ele concordou. Mas, como seria uma experiência nova, achou melhor apenas eu e outro colega participarmos para conhecer a olimpíada, mesmo porque não havia tempo hábil para realizar aulas preparatórias. Fomos as 'cobaias'. Como a participação na olimpíada foi uma experiência positiva, a direção do colégio divulgou-a para todos os alunos participarem este ano.
Em 2011, o cerca de 150 alunos do Colégio Jardim São Paulo participaram da Fase Local: 18 passaram para a Fase Regional. A minha preparação para as duas primeiras fases foi baseada nos Planos de Aulas divulgados aqui no site, na leitura de várias edições da revista NATIONAL GEOGRAPHIC e em aulas preparatórias que o colégio ofereceu.
Quando saiu o gabarito no site da segunda fase, apesar de ter ido bem, eu não esperava que pudesse estar entre as 20 finalistas. Eu sabia que, por conta dos bons resultados de muitos candidatos, a competição torna-se concorridíssima e era quase impossível estar entre os 20. Para mim, era um sonho inalcançável.
A redação com certeza foi o que me classificou para a Final. Acho que tive sorte em relação ao tema, pois o crescimento da população e a possível escassez dos recursos naturais estão sendo debatidos em todas as mídias e é um assunto que me interessa muito. Fiquei muito feliz quando soube que estava classificada para a Final
Depois, eu me esforcei mais ainda para me preparar para a Fase Final e tentar conciliar com as os trabalhos e provas do colégio. Estava sempre ligada no que era postado no site do Desafio, no da NATIONAL GEOGRAPHIC e no Planeta Sustentável. Também contava com aulas preparatórias com o meu professor Duílio, que me ajudou muito durante este percurso, pois sempre me orientava e me dava bons conselhos para continuar os estudos sem desanimar e relaxar também nas horas vagas para não ficar maluca.
Já no Rio de Janeiro, o que posso dizer é que a experiência foi maravilhosa! Eu sinceramente esperava encontrar muitos nerds que não iriam conversar com ninguém, o que faria o clima ser de muita competitividade. Foi totalmente o contrário que encontrei em meus companheiros, não adversários. Eles eram supercomunicativos, legais e muito parecidos comigo. Nós nos divertimos muito. Nas horas vagas, como nos momentos em que estávamos nos ônibus, contávamos piadas e cantávamos músicas que todos conheciam. Tivemos momentos realmente muito bons. Discutimos sobre política na pizzaria, perguntamos uns para os outros o que achavam de assuntos muito debatidos autalmente, como a divisão do Estado do Pará e a construção da usina de Belo Monte. Fiz até alguns vídeos com o meu celular do pessoal para que quando eu voltasse a São Paulo, pudesse compartilhar com os meus amigos tudo que tinha vivido nos quatro dias no Rio.
Foi muito enriquecedor. Consegui absorver muito conhecimento através dos meus colegas e não só das provas que a organização preparou. A minha visão sobre alguns assuntos mudou, porque eu tive a oportunidade de ouvir a opinião, por exemplo, de quem mora no Pará, no Amazonas ou na Paraíba. As trocas entre os participantes foram muito positivas, inclusive entre pais e professores, que também puderam aproveitar ao máximo, trocaram contatos e isso intensificou a atmosfera leve e saudável entre todos.
As atividades de campo foram divertidas e dinâmicas. Adorei conhecer o Cristo Redentor e visitar o Jardim Botânico, que via nas novelas. Todas as avaliações que fizemos revelavam uma visão bem detalhista de cada assunto, sem deixar de abranger todos os aspectos culturais, sociais e naturais do tema. A última prova foi muito bem estruturada e permitiu que nós alunos pudéssemos contemplar em nossa redação tudo o que havíamos aprendido no Rio de Janeiro e ainda compartilhar a visão crítica de cada um.
Na cerimônia de encerramento, todos estávamos muito nervosos e apreensivos com a premiação. Mais uma vez eu não esperava que pudesse ser um destaque entre os 20 finalistas. O nível dos candidatos era muito alto e preferi nem me imaginar como um dos cinco destaques, apesar de estar desejando muito que isso acontecesse. Na hora que anunciaram o meu nome, eu já estava tão, tão feliz, que fiquei até meio desconcertada e não sabia o que pensar. Agradeci à minha família e ao meu professor e acho que só me dei conta de tudo de havia acontecido quando cheguei no meu quarto no dia seguinte e deitei na minha cama e disse: 'Caramba!'
A Viagem do Conhecimento com certeza não se resume em provas e avaliações. É bem mais do que isso. É uma vivência extraordinária que vou guardar para sempre!"










