
Prezado educador e estudante, há várias formas de se conhecer o mundo. Viajar, com certeza, é a melhor delas. Mas nem sempre é possível. Estudar, conhecer os sites mais interativos e informativos, buscar informações em outros recursos são caminhos interessantes. A literatura também oferece boas opções. Por isso, sugerimos abaixo algumas obras que podem enriquecer muito o seu conhecimento sobre o mundo. Esse tipo de texto é conhecido como literatura de viagem e nos oferece a chance de descobrir novas realidades por meio dos olhares de grandes escritores. Fique ligado que, em breve, incluiremos novas sugestões de leitura sobre o assunto.
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23 histórias de um viajante, de Marina Colasanti
São Paulo: Global, 2006
Um viajante chega a cavalo a um reino onde um príncipe vive isolado do resto do mundo. Fascinado com as histórias que o viajante lhe conta, o príncipe resolve acompanhá-lo na travessia de suas próprias terras. “Narrar é viajar”. Coletânea de contos com narrativas que se desdobram de um conto principal, da escritora de origem italiana radicada no Brasil.
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A arte de viajar, de Alain De Botton
Rio de Janeiro: Rocco, 2003
O filósofo propõe uma excursão pelas satisfações e decepções do ato de viajar. Para acompanhá-lo, convida como guias pintores, escritores e pensadores que foram de alguma forma inspirados pelas viagens em suas .obras, como Flaubert, Baudelaire, os pintores Edward Hopper e Van Gogh e o naturalista Von Humboldt. Diz o autor: “Estamos familiarizados com a idéia de que a realidade da viagem não corresponde às nossas expectativas. (...) Talvez seja mais verdadeiro e mais satisfatório sugerir que ela é essencialmente diferente.”
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As mulheres do meu pai, de José Eduardo Agualusa
Rio de Janeiro: Língua Geral, 2007
Uma jovem cineasta é surpreendida em Lisboa com a revelação de que seu verdadeiro pai é o músico angolano Faustino Manso, que se casou várias vezes e teve 18 filhos. Ela parte então para a África em busca de suas origens, percorrendo países como Angola, Namíbia, África do Sul e Moçambique. A narrativa não se furta a descrever as dificuldades do povo africano mas, sem cair em clichês, ressalta sua musicalidade e sua cultura. Uma obra essencial do grande escritor angolano, que compõe o catálogo da primeira editora brasileira voltada à comunidade lusófona.
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As viagens de Marco Polo
Rio de Janeiro: Ediouro, 2006 (texto em português de Carlos Heitor Cony e Lenira Alcure).
Uma das histórias mais conhecidas de todos os tempos, sobre a saga de um jovem veneziano em sua visita a lugares e culturas da Ásia, entre os quais a corte do imperador mongol Kublai Khan, no final do século XIII. O contexto era o do início do Renascimento europeu, em que passavam a se destacar as cidades do norte da Itália, Veneza e Gênova, centros do comércio do continente. A leitura pode ser complementada com a obra-prima As cidades invisíveis, de Italo Calvino, que narra a descrição de cidades improváveis do império mongol feita por Marco Polo a Kublai Khan. Com nomes femininos, misteriosas e de aparência enganadora, as cidades são evocadas pelo autor em sua relação com a morte, o desejo, as trocas, os olhos e outros.
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Através do Brasil, de Olavo Bilac e Manoel Bonfim
São Paulo: Companhia das Letras, 2000
Protagoniza a historia de dois irmãos, Carlos e Alfredo que percorrem o Brasil de norte a sul, em busca do pais doente e também de familiares. Ao longo da viagem, como nos bons romances de aventura, os meninos contracenam com diferentes figuras que compõem o rico painel de tipos brasileiros.
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A volta ao mundo em 80 dias, de Julio Verne
A obra está disponível gratuitamente em
http://www.dominiopublico.gov.br
Um grande clássico da literatura mundial do grande escritor francês, que se tornou famoso pelas obras com enredos repletos de aventuras e descobertas científicas. Escreveu também Cinco Semanas em um Balão, Vinte Mil léguas Submarinas, Viagem ao Centro da Terra, A Ilha Misteriosa e muitos outros. Neste volume, a viagem mencionada no título resulta de uma aposta entre amigos ingleses; Fileas Fogg decide provar que era possível realizar a viagem ao redor do planeta em apenas 80 dias em um balão. -
De cabeça para baixo, de Fernando Sabino
Rio de Janeiro: Record, 1989 (2ª ed.)
“Andanças, vivências e tropelias” do escritor e jornalista mineiro em suas viagens para países da Europa, África, Ásia e América Latina. Em uma passagem, ele diz: “De manhã andei pelas ruas, debaixo de uma chuvinha fina. Pensei em ir ao Louvre, à Notre-Dame, à Torre Eiffel – de repente achei tudo sem graça e sem sentido, descobri que depois de tantos anos de expectativa final, eu não estava preparado para conhecer Paris.”
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Doze contos peregrinos, de Gabriel García Márquez
Rio de Janeiro: Record, 1993 (4ª ed.)
Feita pelo grande escritor colombiano para “repassar a memória”, a obra é resultado de um conjunto de anotações esparsas de viagens, depois transformadas em contos que misturam o trivial e o fantástico. Trata-se de histórias de latino-americanos que, mesmo na Europa, não param de sonhar com sua terra natal.
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Família Schürmann – Um mundo de aventuras
Rio de Janeiro: Record, 2000
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Em Busca do Sonho: Vinte anos de aventuras da Família Schürmann.
Rio de Janeiro: Record, 2006, de Heloísa Schürmann
Os dois livros retratam as viagens da família Schürmann, que em 1984 deixaram a terra firme para viver viajando num barco. Os três filhos de Vilfredo e Heloísa cresceram a bordo do Aysso, o barco utilizado nas viagens. Foram mais de 118 mil milhas náuticas e 54 países percorridos. A primeira viagem durou dez anos e a segunda, que repete a rota de Fernão de Magalhães, durou três anos. Esta última foi transformada em filme, dirigido por David Schürmann, um dos filhos do casal.
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O grande bazar ferroviário - De trem para a Ásia, de Paul Theroux
Rio de Janeiro: Objetiva, 2004
Considerado um dos maiores relatos de viagem modernos, o livro do escritor norte-americano narra sua viagem pela Itália, Bálcãs, Turquia, atravessando o Irã, Afeganistão e Paquistão para chegar à Índia, chegando ao extremo oriente. Seu périplo incluiu viagens pelos modernos trens-bala japoneses e uma derradeira viagem pelo mítico Expresso Transiberiano. Mais do que os trens (que ele tanto ama) e as paisagens, o que realmente interessa ao autor-viajante são as pessoas. Em uma passagem, ele escreve: “Eu procurava trens; encontrei passageiros.”
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Os confins da Terra - Uma viagem na véspera do Século 21, de Robert D. Kaplan
Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1996
A obra do jornalista norte-americano mostra suas observações realistas feitas em viagem a cenários devastados pelas guerras e conflitos culturais, como os da Bósnia, Ruanda e Chechenia. Vale a pena também conhecer do mesmo autor Inverno mediterrâneo: Os prazeres da história e das paisagens da Tunísia, da Sicília, da Dalmácia e da Grécia. Rio de Janeiro: Rocco, 2005, escrito quando ainda era um jovem jornalista em suas andanças por cidades mediterrâneas fora do período da alta estação turística.
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O turista aprendiz, de Mario de Andrade
São Paulo: Duas Cidades: Secretaria de Cultura, Ciência e Tecnologia, 1976 (2ª ed.1983)
O livro resulta de uma “viagem etnográfica”do autor pelo Norte do país, realizada entre maio e agosto de 1927. O autor desejava conhecer o país e a sua cultura popular.. Mario viaja em companhia de D. Olívia Guedes Penteado - incentivadora do modernismo e amiga de nomes de expressão do movimento, como Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e Heitor Villa-Lobos -, de sua sobrinha Mag e da filha de Tarsila, Dolour. O grupo viaja de barco até Belém e percorre parte da Amazônia até chegar a Iquitos, no Peru, única saída do país feita pelo escritor. Na volta, viajam pelo rio Madeira, retornam a Belém e vão até a Ilha de Marajó. A obra combina gêneros como a narrativa de viagem e de ficção, o conto, a carta e a crônica. Na viagem, Mario de Andrade fez mais de 600 fotos, registrando diferentes pessoas e lugares.
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Pé na estrada (On the road), de Jack Kerouac
São Paulo: Brasiliense, 1984 (3ª ed.)
Publicada em 1957 nos EUA, a obra contribuiu para impulsionar uma verdadeira revolução cultural naquele país. O livro tornou-se um manifesto da geração beat, que se propunha a romper com os padrões e o conservadorismo do modo de vida americano. Kerouac estudou na Universidade de Columbia, onde conheceu dois outros grandes representantes desse movimento, Allen Ginsberg e Willian Burroughs. Boa parte da obra de Kerouac foi escrita durante suas viagens, nas quais conheceu e conviveu com gente de todo tipo








