
Enquanto os alunos começavam a fazer a primeira prova da fase final da Viagem do Conhecimento, seus pais, responsáveis e professores saíam pelo Rio de Janeiro com um roteiro que ainda não sabiam. No sábado (18) de manhã, o grupo saiu do centro da cidade, onde estão hospedados, em direção à orla de Copacabana.
O dia nublado não tirou a beleza do local. “Como essa é a minha primeira vez no Rio, estou achando tudo lindo. Conhecer novos lugares sempre é uma experiência única.”, disse Carlos Eugênio de Faria, 47 anos, professor de geografia da aluna Cecília de Oliveira Lúcio Tavares, do Instituto Federal, em Caicó, Rio Grande do Norte.
O passeio começou bem na frente do tradicional hotel Copacabana Palace e seguiu até o Posto 9 em uma tranquila caminhada, com paradas para fotos do Pão de Açúcar e com a estátua do escritor Carlos Drummond de Andrade, além das vacas do Cow Parade, uma séries de estátuas de vacas pintadas por diferentes artistas.
Em seguida, o grupo visitou o Museu Nacional de Belas Artes , no Centro, local que foi reinaugurado no início de 2011, após ter sido reformado. A visita foi feita na exposição fixa do século 19, incluindo os famosos quadros “Batalha do Avaí” (1877), de Pedro Américo, e “Batalha dos Guararapes” (1879), de Victor Meirelles.
“A luminosidade das pinturas, a transparência, a perspectiva que elas têm, tudo isso, consegue transpor aquele tempo para esse tempo”, contou Elizabete Penz Beuren, 47 anos, professora de geografia da aluna Mariana Mezacasa Weiand, do Colégio Madre Bárbara, de Lajeado, no Rio Grande do Sul.
A próxima parada foi a Biblioteca Nacional, do outro lado da rua, para onde uma cópia de todas as publicações, de cada editora de livros brasileira, é enviada. Isso faz com que ela seja a mais completa da América Latina e uma das oito maiores do mundo, segundo a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).
A visita foi curta, mas os pais, responsáveis e professores viram o arquivo do local, que preserva mais de 10 milhões de obras, inclusive uma edição de 1572 do livro “Os Lusíadas”, de Luís Vaz de Camões. O grupo foi à sacada frontal do edifício -- de mais de 200 anos – e conheceu um pouco da história do local.
Antes do último passeio do dia, o grupo almoçou em um restaurante na rua do Catete e seguiu para o Museu Histórico Nacional, o mais completo acervo de toda a história e pré-história brasileiro. O local era uma fortaleza, construída em meados de 1550, e hoje abriga obras e relíquias desde a história dos índios até brinquedos que foram sucesso nos anos 80, como o Genius.
“Gostei bastante da parte final da exposição, na parte contemporânea. Vi os papagaios, ou pipas, dependendo do local de onde você é, e me fez lembrar da infância”, disse Gabriel Egidio do Carmo, 24 anos, professor da aluna Mariza Lopes Sena, da Escola Estadual Maria Aparecida David, em Canaã, Minas Gerais.