Durante a fase final do Desafio National Geographic 2010, os 20 alunos participantes realizaram duas avaliações. A primeira aconteceu na manhã da sexta-feira, dia 15 de outubro, no próprio Novotel Jaraguá, na região central de São Paulo, onde todos estavam hospedados. A prova foi composta por 20 questões de múltipla escolha. Confira o gabarito.
"Não achei a prova difícil. Achei média. Creio que fui bem", declarou André Vinícius S. Cardoso, de Belém do Pará, o primeiro a finalizar a avalição.
No dia seguinte, sábado, dia 16 de outubro, todos tiveram que acordar cedo. Às 7h45, logo após o café da manhã, os estudantes embarcaram no ônibus, dando início ao trabalho de campo. Ainda no veículo, eles foram apresentados aos professores Gilberto Pamplona (de geografia) e Roberto Catelli (de história). A seguir, eles receberam um Caderno de Campo. O destino foi a Estação da Luz, no centro de São Paulo. Ainda no ônibus eles foram informados que o tema da dissertação a ser feita ao término da atividade de campo abordaria a questão da mobilidade urbana em São Paulo.
Na Estação da Luz os professores explicaram como se deu a implantação e crescimento do sistema de transporte ferroviário em São Paulo na segunda metade do século 19 em razão da expansão do café, falaram sobre sua evolução nas primeiras décadas do século 20, mostraram dados sobre a dominação do transporte individual sobre o coletivo, indicaram em um painel as diversas linhas de metrô e trens que cortam São Paulo e suas conexões com as outras cidades da região metropolitana, mostraram dados sobre a insuficiência das linhas de metrô para uma cidade do porte de São Paulo. Além disso, também falaram sobre a expansão da mancha urbana desde o final do século 19, indicaram a localização dos bairros periféricos e os problemas que suas populações têm para se deslocar na cidade. Como a turma mostrou-se muito motivada, não faltaram perguntas a serem respondidas pelos dois professores.
Depois de cerca de uma hora, todos desceram abaixo do nível das plataformas de embarque dos trens metropolitanos e se dirigiram ao metrô com destino à estação Paraíso, localizada na linha Azul (norte-sul).
"Estou adorando. O dia está divertido", disse Hérica Caroline Mathiel, de Coxim, MS, que nunca havia andado de metrô antes. "Para mim também é uma grande novidade. Na minha cidade não tem metrô nem na capital Porto Velho", acrescentou Marinalva Correa da Silva, de Cacoal, RO. "Em Salvador, o metrô foi prometido há 16 anos. Até agora, nada", disse Victor Coelho Santos, que mora em Vitória da Conquista, BA.
Após chegar ao metrô Paraíso, todos embarcaram na linha Verde, que passa sob a Avenida Paulista, com destino à estação Trianon/Masp. A seguir, houve uma pequena caminhada pela avenida mais famosa de São Paulo até o Museu de Arte de São Paulo (Masp), onde os alunos, sob o vão livre do museu, continuaram a ouvir as explicações dos professores, principalmente sobre as mudanças ocorridas na cidade nos últimos 40 anos, as novas centralidades de São Paulo, as dificuldades que uma pessoa que more na periferia da cidade tem para trabalhar na região da Paulista, o domínio do automóvel (um bem privado) sobre um espaço públio e a falta de investimento necessário no transporte público da cidade, entre outros temas.
"Essa turma é muito interessada. Eles são inteligentes e questionadores", observou o professor Roberto Catelli.
Depois de 40 minutos, uma nova caminhada pela Paulista e embarque no ônibus com destino ao hotel, onde foi realizada a dissertação. Confira a resposta esperada.
Após o almoço, as dissertações foram corrigidas pelos professores Gilberto Pamplona, Roberto Catelli e Roberto Giansanti (também de geografia), que, junto com Catelli, elaborou a maioria das questões da três provas do Desafio 2010 e foi responsável pela concepção do trabalho de campo. Na avaliação das produções de texto foram levados em conta vários aspectos, como a utilização consistente dos dados sobre o sistema viário de São Paulo, processos de urbanização e desenvolvimento do sistema de transporte, informações contidas no Caderno de Campo, além dos resultados das observações na Estação da Luz, Metrô e Av. Paulista. Considerou-se também a opinião fundamentada dos alunos, baseada em argumentos sobre mobilidade urbana e sua influência na vida social da cidade, entre outros pontos.